Ocorreu na tarde de ontem (26/11) a reunião do Conselho de Centros Acadêmicos da Universidade de São Paulo. Com viés de urgência, foram debatidos a nova data das eleições para a gestão de 2012 do Diretório Central dos Estudantes da USP, a legitimidade do adiamento das mesmas – deliberado em Assembléia Geral dos Estudantes -, a gestão do DCE no período entre o fim do mandato da atual diretoria e o fim do processo eleitoral e as tarefas de tal gestão. Seguindo o que temos visto nas Assembléias Gerais, o quorum desse CCA foi histórico, reafirmando a importância do momento no qual a Universidade se encontra.
Basicamente, foram determinadas:
- a nova data das votações, a serem realizadas na última semana de março de 2012;
- legítimo o adiamento;
- a formação de uma gestão interina no período explicitado, seguindo as configurações da comissão eleitoral;
- tarefas dessa gestão: a realização das eleições e garantia de realização da Calourada Unificada;
O Centro Acadêmico da Engenharia de Produção sai dessa reunião paradoxalmente satisfeito e decepcionado. Satisfeito não só pelo quorum da mesma, mas também por ver que o bom senso esteve, em alguns momentos, ali presente, quando, mesmo tendo posições ideológicas contrárias, algumas decisões foram tomadas em consenso. Além disso, considera satisfatória, também, a não continuidade da atual gestão do DCE, a “Todas as Vozes”, no poder após o término de seu mandato, o que, aos olhos do CAEP, caracterizaria uma prorrogação ilegítima dessa gestão e estabeleceria um péssimo precedente na entidade. Este CA sai, porém, decepcionado por ver que outras votações foram reflexo de pura oposição histórica. Consternado, o CAEP deixa, por meio desta, sua indignação quanto à negação do pedido do CAVC de participar da gestão interina. Mesmo tendo sido votado que a formação dessa gestão seguiria os moldes da comissão eleitoral, o CAEP não entende por que um Centro Acadêmico interessado em participar dela mas que não se enquadra nas configurações daquela comissão não teria esse direito.
Pareceu ao Centro Acadêmico da Engenharia de Produção, uma decisão anti-democrática, não quanto às votações ou às formas das mesmas, mas quanto à perigosa e, no caso, sutil “tirania da maioria”, uma vez que as duas principais oposições a alguns eixos e a algumas maneiras como é conduzido o Movimento Estudantil, o Gremio Politécnico e o CAVC, tiveram sua participação na gestão interina derrotada por meio do voto. O CAEP, isentando-se, neste caso, de um posicionamento ideológico, julga como saudável a existência de oposição dentro dessa gestão, uma vez que sua principal tarefa é a realização das eleições para o DCE, o que garantiria, também, maior representatividade dos alunos da USP em uma gestão não eleita diretamente por eles, já que a pluralidade ideológia é característica desse conjunto.



